sábado, 28 de maio de 2011

Humanização do cuidado na UTI: uma possibilidade real

A Unidade de Terapia Intensiva muitas vezes é vista como um local frio e hostil onde a tecnologia prevalece em relação as ações humanísticas. Portanto, com a iimplantação da humanização nas unidades de terapia intensiva será possível fazer com que o paciente e a família se sintam mais acolhidos e seguros para enfrentar de maneira mais positiva um dos momnetos mais difíceis da vida.
A UTI é um local onde a enfermagem presta assistência qualificada por 24 horas e possui um conjunto de ações que são destinados ao atendimento de pacientes graves ou com risco, além de contar com equipamentos e recursos humanos especializados.
O cuidado é uma peculiaridade do ser humano ssendo condição primária para sua existência. portanto, os valores humanos como a fé, esperança, ajuda e confiança são aspectos relevantes a serem estimulados e desenvolvidos no processo de cuidar. A humanização só é possível através de vivência, pois não existe uma técnica.
A diversidade das máquinas é uma realidade que encana e assusta ao mesmo tempo e que apresenta constantes desafios para os profissionais que deverão refletir na necessidade real de seu uso. A tecnologia presente nas UTI'S, apesar de indispensáveis para o tratamento do paciente, é insuficiente para alcançar o cuidado holístico. Buscar alternativas baseadas em valores pessoais e humanos para melhorar a assistência ao paciente e atingir a totalidade do cuidado é uma estratégia , pois os profissionais ainda não estão conscientes da verdadeira importância de humanizar e da necessidade de se aliar a técnica a outros fatores.
A tecnologia não é benéfica, nem maléfica, tudo depende do uso que se faz dela. O enfermeiro precisa possuir claramente a percepção de como saber utilizar a tecnologia a favor do paciente e buscar valores humanos em sua prática.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Humanização da Assistência de Enfermagem em Centro Cirúrgico

A enfermagem é uma profissão que se desenvolveu através dos séculos, mantendo uma estreita relação com a história da civilização, tendo um papel preponderante por ser uma profissão que busca promover o bem estar do ser humano, considerando sua liberdade, unicidade e dignidade, atuando na promoção da saúde, prevenção de enfermidades, no transcurso de doenças e agravos, nas incapacidades e no processo de morrer.
Com avanço científico, tecnológico e a modernização de procedimentos, vinculados à necessidade de se estabelecer controle, o enfermeiro passou a assumir cada vez mais encargos administrativos, afastando-se gradualmente do cuidado ao paciente, surgindo com isso à necessidade de resgatar os valores humanísticos da assistência de enfermagem.
Com relação à formação do aluno de graduação, o tema "comunicação", sua importância para o estabelecimento de um diálogo franco e esclarecedor com o cliente, suas funções e formas, a comunicação terapêutica e sua aplicabilidade no cotidiano das ações de enfermagem, são debatidas constantemente com os graduandos, e mesmo com o empenho de docentes e discentes durante o processo de ensino-aprendizagem, mais especificamente nas atividades práticas, deparam com situações em que o processo de comunicação com o cliente parece ineficaz e ou não oferece subsídios para o planejamento da assistência(AZEVEDO, 2002, p.19).
O código de Ética dos profissionais de enfermagem, por meio da Resolução nº 240/2000, p.35, capítulo I (COFEN, 2000), estabelece que , "o profissional da enfermagem respeita a vida, a dignidade e os direitos da pessoa humana, em todo seu ciclo vital, a discriminação de qualquer natureza, assegura ao cliente uma assistência de enfermagem livre de danos decorrentes de imperícia, negligência ou imprudência, cumpre e faz cumprir os preceitos éticos e legais da profissão, exercendo a enfermagem com justiça, competência, responsabilidade e honestidade."

segunda-feira, 23 de maio de 2011

CITOLOGIA EM MEIO LÍQUIDO

NOVIDADE PARA A MAIORIA: NOVA TÉCNICA DE COLETA DO MATERIAL CITOLÓGICO DO COLO DO ÚTERO.
NOVO material para a realização da coleta:
1-     Escovinha com cerdas de silicone- Coleta material do epitélio escamoso (ectocervice) e material do epitélio glandular ou colunar (endocervice), JEC – linha de encontro desses dois epitélios.
2-     Faz-se a coleta retira a ponta da escovinha “as cerdas, essa parte branca”, e mergulha no líquido que esta dentro do tubete e agita por 60 segundos e colocar numa sentrífuga para separar as células (ecto e endocérvice).





  • Coloquem aqui as vantagens e desvantagens deste método e suas considerações;
  • Pensem na humanização que o nosso Estado tem pela mulher Amapaense.
Em breve postarei o porque da demora dos resultado de PCCU (Preventivo) em Macapá. Aguadem!

HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA A MULHER AMAPAENSE NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE: PROFISSIONAIS DA ÁREA DA SAÚDE NA PREVENÇÃO DO CÂNCER DE COLO DO ÚTERO

A Assistência a Mulheres vai desde o acolhimento na portaria até sua saída da Unidade Básica de Saúde, com abordagens de educação em saúde para aquela mulher, unidades de saúde devem estar paramentadas e os profissionais capacitados para um atendimento de qualidade. Educações sobre orientações, facilitando a detecção precoce de mulheres com fatores de risco, sobre o procedimento do exame Papanicolau que é um dos métodos eficazes de detectar possíveis patologias ou até mesmo manifestações não agradáveis à saúde da mulher, pois este consiste na coleta de material citológico do colo do útero.
Hoje já existe a nova técnica de Coleta para Exame Citopatológico Cervical, mais no ainda no Amapá esta realidade não está acontecendo e pelo visto está longe de acontecer, pois os profissionais da área não se mexem para que isto ocorra, tudo bem que o custo é elevado, mais veja bem, gastar com a saúde da mulher não é tão caro do que perde-la por um fator barato, para terem noção da gravidade, dados de 2009 tivemos de Coletas Realizadas e Resultados Recebidos: 13.463 coletas enviadas ao laboratório e 12.716 resultados recebidos, fonte: (Secretaria Municipal de Saúde de Macapá, 2010), os números de exames realizados e resultados alterados (SISCOLO, 2009) em Macapá de 2009 foram  115 alterados, com  1,0% no tatal de 11.272, este valor só em Macapá e nem queira saber no Estado todo. A Enfermagem unida com outros profissionais da área tem por obrigação de expor a importância do Exame para a mulher, pois o exame que previne o câncer de colo uterino deve ser realizado em todas as mulheres com vida sexualmente ativa, pelo menos uma vez ao ano, é um exame simples e barato, porém algumas mulheres ainda resistem em realizá-lo por medo ou vergonha, insegurança e tensão e acessibilidade.
Todo esse acolhimento consiste em uma postura ética, compartilhar saberes, angústias, tudo isto pode ser através das possibilidades que o PSF oferece aos profissionais da área em captar estas mulheres a unidade básica. Esta captação corresponde a uma busca ativa. A Enfermagem tem a ação de melhorar a qualidade no atendimento a mulher, a motivar a mulher a cuidar de sua saúde e como estratégias deveria cobrar do Estado: a capacitação adequada dos profissionais, a integração de vários profissionais atuantes na área, adesão às recomendações do INCA e participação efetiva das secretarias de estado e município.




sexta-feira, 20 de maio de 2011

Construção de uma filosofia/cultura de humanização


humanizabrasil.org.br
O que é o humano?
O que diferencia o ser humano da natureza e dos animais é que seu corpo biológico é capturado desde o início numa rede de imagens e palavras, apresentadas primeiro pela mãe, depois pelos familiares e em seguida pelo social. É esse "banho" de imagem e de linguagem que vai moldando o desenvolvimento do corpo biológico, transformando-o num ser humano, com um estilo de funcionamento e modo de ser singulares.

O fato de sermos dotados de linguagem torna possível para nós a construção de redes de significados, que compartilhamos em maior ou menor medida com nossos semelhantes e que nos dão uma identidade cultural. Em função disto, somos capazes de transformar imagens em obras de arte, palavras em poesia e literatura e sons em fala e música, ignorância em saber e ciência. Somos capazes de produzir cultura e a partir dela, intervir e modificar a natureza. Por exemplo, transformando doença em saúde.

Entretanto, a palavra pode fracassar e quando a palavra fracassa somos também capazes das maiores arbitrariedades. A destrutividade faz parte do humano e a história testemunha a que ponto somos capazes de chegar. O homem se torna lobo do homem. Passamos a utilizar tudo quanto sabemos em nome de aniquilar humanos que consideramos diferentes de nós e, por isso, constituem uma ameaça a ser eliminada. Essa destrutividade pode se manifestar em muitos níveis e intensidades, desde um "não olhar no rosto e dar bom dia", até o ato de violência mais cruel e definitivo.

Então, o que é humanizar? Entendido assim, humanizar é garantir à palavra a sua dignidade ética. Ou seja, o sofrimento humano e as percepções de dor ou de prazer no corpo, para serem humanizados, precisam tanto que as palavras que o sujeito expressa sejam reconhecidas pelo outro, quanto esse sujeito precisa ouvir do outro palavras de seu reconhecimento. Pela linguagem fazemos as descobertas de meios pessoais de comunicação com o outro, sem o que nos desumanizamos reciprocamente.

Isto é, sem comunicação não há humanização. A humanização depende de nossa capacidade de falar e ouvir, do diálogo com nossos semelhantes.

O desenvolvimento científico e tecnológico tem trazido uma série de benefícios, sem dúvida, mas tem como efeito adverso o incremento à desumanização. O preço que pagamos pela suposta objetividade da ciência é a eliminação da condição humana da palavra, que não pode ser reduzida à mera informação de anamnese, por exemplo. Quando preenchemos uma ficha de histórico clínico, não estamos escutando a palavra mas apenas recolhendo a informação necessária para o ato técnico. Indispensável, sem dúvida. Mas o lado humano ficou excluído. O ato técnico, por definição, elimina a dignidade ética da palavra, pois esta é necessariamente pessoal, subjetiva, e precisa ser reconhecida na palavra do outro. A dimensão desumanizante da ciência e tecnologia se dá, portanto, na medida em que ficamos reduzidos a objetos de nossa própria técnica e objetos despersonalizados de uma investigação que se propõe fria e objetiva. Um hospital pode ser nota 10 tecnologicamente e mesmo assim ser desumano no atendimento, por terminar tratando as pessoas como simples objetos de intervenção técnica, sem serem ouvidas em suas angústias, temores e expectativas (informação considerada desnecessária e perda de um tempo precioso) ou sequer informadas sobre o que está sendo feito com elas (o saber técnico pressupõe qual é o bem do paciente, independentemente de sua opinião).

Por outro lado, o problema em muitos outros locais é justamente a falta de condições técnicas, seja de capacitação, seja de materiais. Tornam-se desumanizantes pela má qualidade resultante no atendimento e sua baixa resolubilidade. Essa falta de condições técnicas e materiais também pode induzir à desumanização, na medida em que profissionais e usuários se relacionem de forma desrespeitosa, impessoal e agressiva, piorando uma situação que já é precária. É importante lembrar, com o poeta, que mesmo em tempo ruim, a gente ainda se dá bom dia! Sempre podemos nos questionar, mesmo diante de circunstâncias adversas, o que podemos fazer para melhorar.

O compromisso com a pessoa que sofre pode ter as mais diversas motivações, assim como o compromisso com os cuidadores e destes entre si. Nesse sentido, humanizar a assistência hospitalar implica dar lugar tanto à palavra do usuário quanto à palavra dos profissionais da saúde, de forma que possam fazer parte de uma rede de diálogo, que promova as ações, campanhas, programas e políticas assistenciais a partir da dignidade ética da palavra, do respeito, do reconhecimento mútuo e da solidariedade.
fonte: Manual PNHAH-José Serra